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Revendo a história... (parte 01)

postado em 24 de abr de 2010 06:30 por Giovane Talian   [ 29 de jul de 2010 18:20 atualizado‎(s)‎ ]

Olá, tudo bem? Convidamos-lhe a conhecer mais sobre nossa família. Hoje apresentamos o "Início da caminhada", texto do historiador Agostinho Pasuch, agora enriquecido com mais detalhes sobre os eventos formadores da nossa família.

INÍCIO DA CAMINHADA – DA ITÁLIA AO SUL DO BRASIL

Na cidade de Sedico (< terra de Sédius), situada na região da Belluno, nordeste da Itália, o calendário marcava 06 de novembro de 1891. Após sofrida despedida de amigos e parentes e da terra que nunca mais iriam ver, todos saíram em direção à estação ferroviária de Sedico, passando depois por Belluno, Treviso e Milão, até alcançar Gênova. Naquela sexta-feira de inverno, o Porto de Gênova estava tomado por uma multidão de italianos prestes a emigrar para a América. Em 1891, auge da imigração, no outono e no inverno, partiram, do porto de Gênova, em média dois navios por dia com mais de mil passageiros (cada um?). O ano de 1891, no qual a família Pasuch também imigrou para o Brasil, foi aquele em que mais italianos emigraram para a América. Segundo as estatísticas italianas, principalmente do Vêneto, emigraram para a América 1.316.723 pessoas. Para o Brasil vieram 132.326 emigrantes italianos. E de 1870 a 1907 vieram para o Brasil 1.208.042 emigrantes italianos. 

 O navio que trouxe a família Pasuch  percorreu, em cerca de 40 dias, mais de a15 mil km. Atravessou parte do Mediterrâneo, o Oceano Atlântico, costeou o litoral brasileiro, parou  no Rio de Janeiro, onde se fazia o registro de ingresso na Hospedaria dos Imigrantes, ancorou em Santos, na então Província de São Paulo, entrou pela Lagoa dos Patos e chegou, em 31 de dezembro de 1891, em Porto Alegre. Lá, os imigrantes fizeram registro detalhado de entrada, conservado nos muitos volumes do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. De lá foram até Charqueadas, Montenegro e Caí. Os 70 km até Caxias do Sul, então chamada Campo dos Bugres, a pé e/ou em lombo de mulas. Segundo Oliva Deon, esposa de Angelo Pasuch, lá chegaram no dia 14 de janeiro de 1892.  Nesse Campo os imigrados permaneciam por vários meses em regime de adaptação e aquisição de sua terra, de onde partiram para a colônia de destino, no caso, Antônio Prado.

Na relação dos Povoadores de Caxias do Sul constam os seguintes nomes da família Pasuch: Antonio Pasuch com 33 anos, Rosa Dolce Pasuch com 28 anos, Tereza Pasuch com 2 anos, Giovanni Pasuch com 1 ano, Luigi Pasuch com 29 anos, Elena Pasuch com 24 anos, Francesco Pasuch com 4 anos, Angelica Pasuch com 2 anos, Angelo Pasuch com 31 anos, Oliva Deon Pasuch com 23 anos, Luigia com 2 anos, Carlos Pasuch com 3 meses, Pietro Pasuch com 66 anos, Domenico Olivo Pasuch com 25 anos, Angela Pasuch com 22 anos, Giovanni Battista Pasuch com 55 anos e Anna Pasuch com 64 anos.

Do campo dos Bugres, os Pasuch se dirigiram para o Galpão do Imigrante, no Travessão Alfredo Chaves, junto ao caminho que levava para o Paese Novo, hoje Antonio Prado, destino final dos Pasuch. Antonio Prado situava-se a 4 km de Nova Pádua, 12 km de Nova Roma do Sul e 5 km de onde se estabeleceram definitivamente.

Os Pasuch, quando chegaram na Linha Marquês do Paranaguá, adquiriram 4 lotes rurais. Desses lotes, o de número 43 foi adquirido por Pietro Pasuch; o de número 47 foi adquirido por Angelo Pasuch e ainda pertence à família Pasuch até aos dias de hoje, tendo passado de pai para filho; o lote de número 49 foi adquirido por Giovanni Battista Pasuch, no qual ainda moram os descendentes de Angelo Pasuch.

AS VIAS DE ACESSO A NOVA ROMA DO SUL

         Em 1891, o acesso às propriedades em Nova Roma do Sul era bastante precário, pois, além de o terreno ser montanhoso,  a mata era milenar e espessa.  No início foram abertas picadas com machados, foices e facões. No início da década de 1930, os irmãos Carlos e Angelo Pasuch Filho, bons taipeiros, realizaram empreendimento de mérito perene: calçaram a estrada que ligava a propriedade da família Pasuch a Nova Roma do Sul. O calçamento foi feito com pedras irregulares recolhidas nas lavouras e transportadas por trenó (eslita), uma espécie de caçamba, até a estrada, onde foram assentadas em forma de mosaico. O percurso das pedras era feito por uma extensão de 1000 metros. O calçamento tinha por função facilitar a passagem das carroças. A inauguração da obra, que tinha sido realizada gratuitamente para todos os usuários, foi comemorada com um churrasco, cuja carne foi adquirida da família Santi, do Rio da Prata. (Sugiro incluir pequeno mapa dos locais citados em Antônio Prado e arredores, como fiz no meu livro, p. 50).      

COMUNICAÇÃO ENTRE IMIGRADOS E REMANESCENTES

A comunicação entre aqueles que vieram para o Brasil e aqueles que ficaram na Itália foi feita, geralmente e quase só, por correspondência escrita.  Uma carta, quando chegava da Itália para qualquer imigrante, era lida para todos os conhecidos da região. O padre José Bem, que também era natural de Belluno, lia e respondia as cartas. Muitas até eram lidas nas igrejas para todos. A saudade do velho continente era grande para a maioria dos imigrados, pois todos tinham muitas recordações e histórias para contar.

Angelo Pasuch falava muito do Rio Piave que passava perto da casa onde morava, também falava muito do Monte Pizzocco e do Pizzochino, porque, no dia da Festa de Corpus Christi, faziam uma competição para ver quem chegava antes no topo das duas montanhas. O ganhador da competição tinha direito a prêmio. O Monte Pizzocco é visto a uma distância de 20 km desde a cidade de Feltre. 

O belunense Pietro Da Poian, ao retornar para a Itália, conforme consta no diário de viagem de 1922, levou as notícias da maioria dos beluneses já residentes no município de Antônio Prado. Na Itália pôde visitar muitos parentes que lá haviam permanecido. Dentre as várias visitas, no dia 02 de agosto de 1922, Pietro Da Poian também esteve na casa de Bortola Vanz, sogra de Angelo Pasuch, onde jantou.  

A língua portuguesa não era muito estranha à família Pasuch, porque a maioria freqüentava a escola. Francisco Pasuch, que era natural da Itália, cantava músicas em latim, em dialeto vêneto, em italiano e português. Carlos Pasuch assinava seu nome muito bem e era leitor.

A grande dificuldade surgiu com a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando o governo brasileiro proibiu o uso da língua italiana, incluído nela, o dialeto vêneto.  Como o governo apoiou os aliados contra o Eixo (Alemanha, Itálica e Japão), baixou um edital, proibindo, a partir do dia 02 de janeiro de 1942, o uso do alemão, do italiano e do japonês.

Em Nova Roma existia um chefe de polícia chamado Bonotto, que, de bom não tinha nada, pois  prendia qualquer pessoa que falasse italiano. Esse problema, em geral grave para os imigrados, pouco afetou os Pasuch, pois em geral sabiam falar português. Apesar disso, certa feita o senhor Angelo Pasuch filho,  querendo pedir um trago de cana na casa de comércio de Pedro Bertholdo, acabou pedindo, por engano, um copo vazio, quando queria ter dito: “venda-me um copo de cana”.  O mesmo Angelo fazia o transporte no lombo de cavalos e mulas para abastecer a Companhia que trabalhava na Estrada de Ferro (hoje TS, Tronco Sul) de Recife a Buenos Aires na Argentina. Por isso, o senhor Pedro Bertholdo pediu ao senhor Angelo que lhe trouxesse uma carga de pepino na próxima viagem. Contudo, Angelo entendeu “traga-me uma carga de pitini, ou seja, pintinhos”. Atendendo a esse mal entendido disse: “vou falar com minha mulher para ver se tem alguma galinha chocando pintinhos”. Então o chefe de polícia esclareceu que o Pedro Bertholdo tinha pedido ao senhor Angelo que lhe vendesse pepinos da árvore e não pintinhos da choca. Assim, apesar das dificuldades de comunicação,  eles sempre se entendiam.

EDITAL PROIBITIVO DO USO DO ITALIANO

Por motivo do rompimento das Relações Diplomáticas do Brasil com os Paizes  do Eixo (Alemanhã, Itália e Japão), a Chefia de Polícia do Estado baixou as instruções contidas no presente Edital, que deverão ser rigorosamente observadas.

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SERÃO PRESOS OS QUE MANIFESTAREM

SIMPATIA PELA CAUSA DO EIXO


I) – Os estrangeiros nacionais da Alemanha, Itália e Japão devem comunicar à Autoridade Policial a sua residência dentro de quinze dias, a contar desta data (29/1/42).

 

II) – Aos estrangeiros referidos no item anterior, não é permitido:

a) Viajar, de uma localidade para outra, sem licença da Polícia (Salvo-conduto);

b) Reunir-se, ainda que em casas particulares e a título de comemorações de caráter privado (aniversários, bailes, banquetes, etc.

c) Discutir ou trocar idéias em lugar público, sobre a situação internacional;

d) Mudar de residência sem prévia comunicação à Polícia (na Capital à Delegacia de Extrangeiros e no interior à Delegacia de Polícia local);

e) – Viajar, por via aérea sem licença especial da Polícia;

f) – Obter licença para andar armado e registrar armas, ficando, nesta data, cassados todos os registros e autorizações concedidos anteriormente para o porte de arma; devendo entregar suas armas, nesta Delegacia, dentro do prazo de 15 dias, a contar desta data (29/1/1942).

g) – Obter licença para negociar com armas, munições ou materiais explosivos ou que possam ser utilizados na fabricação de explosivos ficando igualmente cassadas, nesta data todas as licenças anteriormente concedidas para esse fim.

 

III) – Fica proibido:

a) - Distribuir escritos em idiomas das potências com as quais o Brasil rompeu relações;

b) – Cantar ou tocar hinos das referidas potências;

c) – Fazer saudações peculiares a essas potências;

d) – Usar o idioma das mesmas potências em conversações, em qualquer lugar público, inclusive Cafés, Bares, Restaurantes, Hotéis, Cinemas, Lojas, etc.

e) Exibir, em lugar acessível ou exposto ao público, retrato dos membros dos governos daquelas potências.

 

IV) – Devem ser detidos aqueles que, ostensivamente, ou em lugar público, manifestem simpatia pela causa das referidas potências.

 

V) -  Devem ser arrecadados todos os livros e materiais de propaganda política em favor daquelas potências, existentes em livrarias, especialmente estrangeiras, ou casas particulares.

 

VI) – Devem ser interditadas as estações emissoras de radio-amadores e aprendidas aquelas que pertencem a estrangeiros súbditos daquelas potências.

VII) – Devem ser interditados os aviões  pertencentes a subditos  pertencentes às potências do Eixo.

 

VIII) – Finalmente, a Polícia deve oferecer absoluta garantia à pessoa e aos bens dos subditos das potências do Eixo e não permitir que a sua honra seja ultrajada.

Outrossim, a população nacional brasileira, deve manter-se no mesmo espírito de ordem e perfeita disciplina com que vem até agora assistindo o desenrolar dos acontecimentos internacionais, não lhe sendo permitida atitude agressiva para com os subditos das nações adversárias residentes no território brasileiro.

 

IX) – Estas instruções entram em vigor imediatamente.   


 

DELEGACIA DE POLÍCIA DO MUNICÍPIO DE ANTONIO PRADO, 29 DE JANEIRO DE 1942

 

                                                            Valentin Moacyr de Castro

                                                             DELEGADO DE POLÍCIA

 

PRIMEIROS TRABALHOS DOS DESBRAVADORES

 

Atualmente ainda existem os vestígios dos primeiros trabalhos que os Pasuch fizeram quando se instalaram na Linha Paranaguá em Nova Roma do Sul, tais como os troncos das árvores com um metro de diâmetro. Na propriedade do senhor Angelo Pasuch e Oliva Deon, se encontram dezenas de troncos de árvores com diâmetros em torno de um metro só de cerne de tarumã, de cedro, de guajuvira entre outros. Existem também as tábuas de pinheiro araucária rachadas a mão. E ainda tem exemplares de tabuinhas de pinheiro que eram usadas para cobrir as casas.

                    Está é a foto dos troncos que ainda existem na propriedade e que são usados como decoração. 

 

AS ÁRVORES FRUTÍFERAS

         Uma das poucas árvores ainda existentes na região é da Noz Europeia (Juglans sinensis). Esta árvore é nativa da região de Belluno, de onde vieram os Pasuch, e de outras partes da Europa. Contudo, atualmente só podem ser encontradas algumas dessas árvores de Noz Europeia na propriedade que pertencia ao senhor Angelo Pasuch e Oliva Deon.    

         A foto mostra a árvore produzindo grande quantidade de frutos que vem de uma tradição de cultivo dos imigrantes para produzir para as festas de Natal e Fim de Ano.

 

COMEMORACÃO DOS 100 ANOS DA FAMÍLIA PASUCH NO BRASIL

         A festa de confraternização do centenário foi realizada no dia 10 de novembro de 1991 na Capela de Nossa Senhora da Salete em Nova Roma do Sul. Estavam presentes aproximadamente 200 descendentes da família Pasuch.

Na parte da manhã foi rezada uma missa na qual os jovens encenaram a chegada dos imigrantes da família Pasuch. A encenação, coordenada pela Irmã Susana Pasuch, agradou a todos. Logo após a missa, foi servido um churrasco no salão da capela. À tarde foi inaugurado um pequeno monumento em memória dos antepassados na propriedade do senhor Agostinho Pasuch, na qual em 1892 se haviam instalado os imigrados Angelo Pasuch e sua esposa Oliva Deon. Nos dias de hoje, a propriedade ainda pertence à família Pasuch e guarda muitas recordações dos primeiros imigrantes.  

Para a composição do monumento foi feito o numero 1 com um marco de pedra da antiga Estrada Júlio de Castilhos, que havia sido construída pelos próprios imigrados e que hoje é a RS 448. Os dois zeros foram compostos pelas duas pedras de moinho de milho que muito ajudaram na alimentação da família. (Pergunto se este tópico não caberia melhor no fim do texto).

TRADIÇÃO DA VINICULTURA

A família Pasuch sempre se dedicou ao cultivo de uva e vinho desde a sua chegada ao Paese Novo (Antônio Prado), hoje Nova Roma do Sul. Atualmente o município conta com uma marca de vinhos finos, Villagio Pasuch.

A senhora Luigia Durante Pasuch,  que gostava de degustar bons vinhos, quando iniciou a indústria de vinhos finos em Nova Roma do Sul, como a Vinícola São Roque, depois Cooperativa Vinícola Garibaldi Ltda, Cia Vinícola Rio Grandense, costumava dizer: “Carlo, cosa facciamo adesso com queste maledete cantine e industrie de vino? Chi va comprare tutta la nostra produzione de uva e il nostro vino, Carlo?” Ao que Carlo respondia: “vendemo la più bruta ou la pedo uva e femo el vino con la meglio produzione di uva que lora bevemo un vino bem meglio”. Ela dizia: “vendemo, vendemo”.

Naquela época, o vinho era servido em balde de madeira e retirado com uma concha para encher o copo. Segundo a tradição dos imigrantes italianos, a família Pasuch, do Villagio Pasuch, elabora vinhos finos, artesanais, de produção limitada e controlada pela própria família desde 1892, utilizando uvas cultivadas e selecionadas manualmente em vinhedos próprios localizados no Vale da longevidade do Rio da Prata na Serra Gaúcha. O vinho é elaborado com uvas Cabernet Sauvignon com maceração prolongada e envelhecida em barris, apresentando características do próprio varietal (variedade?) do micro-clima da região. Por se tratar de um vinho artesanal, com o passar do tempo, poderão ocorrer pequenos depósitos no fundo da garrafa, o que não altera o produto.  

Foto da atual Cantina do Villagio Pasuch na Linha Paranaguá de Nova Roma do Sul, RS, e seu rótulo. 


 RELIGIOSIDADE DA FAMÍLIA PASUCH

Como os imigrados italianos em geral, assim também toda a família Pasuch era católica. A fé e a colaboração das famílias encontram-se documentadas em todas as placas das capelas e da igreja matriz de Nova Roma do Sul. O senhor Angelo Pasuch, casado com Oliva Deon, foi um grande colaborador e até trabalhou na Catedral de Porto Alegre, Capital do Rio Grande do Sul, a mais importante daquele Estado, construída ao lado do palácio do governo (Palácio Piratini na Rua Duque de Caxias).  Eis o diploma, que inclui a transcrição do versículo 8, do salmo 25, com tradução portuguesa posta em paralelo, grafada ainda no sistema ortográfico etimológico (vigente desde o século XVI até meados do século XX).

Também no outro extremo do Estado do Rio Grande do Sul, sempre marcou presença a religiosidade católica do senhor João Pasuch. Nas terras onde ficam as ruínas jesuíticas, ajudou a fundar a Diocese de Santo Ângelo em 05 de abril de 1961.

         Em todas as festas e promoções das capelas a família Pasuch sempre participou, como foi o caso da Inauguração e Bênção da nova capela da Linha Paranaguá, onde reside a maioria da família Pasuch. É isso que consta  no programa da festa de inauguração da capela, no qual constam dez nomes da família Pasuch.

 

GRANDIOSA FESTA

da BÊNÇÃO da Nova e Artística Capela de

São José do Paranaguá

 

 

 

 

DE GUAICURÚS

por S. Excia. D. JOSÉ BARÉA, DD. Bispo de Caxias do Sul

NO  DIA  15  DE  MAIO  DE  1949

 

Às 10 horas – Bênção da Nova Capela por S. Excia. D. JOSÉ BARÉA.Em seguida missa solene em honra de São José e Nossa Senhora da Saúde em ação de graças pelo benefícios recebidos durante a construção.

COMISSÃO DE HONRA: WALDEMAR M. GRAZZIOTIN DD. Prefeito municipal – PEDRO CESA  SOBRINHO  – LUIZ GREZZANA    REI  NALDO BARISON – ABRAMO GRAZZIOTIN – VIRGINIO MAZZOTI –  AVELINO MAZZOTI – RICARDO BIANCHI – ANTONIO FERREIRA.

Festeiro: VIRGINIO PANOZZO DD. Sub-Prefeito Local  Vice-Festeiro: ERNESTO SARTORI  Zelador na  Nova  Capela    1.º  Secretário:  ANTONIO  CADONÁ     2.º  Secretário:  JOÃO PAULETTI   -  Fiscais:  RICARDO  DURANTE    DOMINGOS TURCHETTO.

Tombola – Dir. Ernesto Tonin. Aux. Lino Polesso, Primo Rigo, Antonio Klos e José Anghinoni.

Leilão – Dir. Antonio Pasuch. Aux. Carlos e Angelo Pasuch.

Arquinhos – Dir. Anselmo Santi. Aux. Angelo Cadorin, Sereno Macarini, Luiz Cadorin, Sereno Vanzin e Pedrinho Klos.

Corrida dos cavalinhos- Dir. Luiz Panozzo. Aux.Claudio Polesso, José Panozzo, Fioravante Barea, Ilda Polesso e Maria Panozzo.

Hotel – Dir. Francisco Rizzon, Aux.João Zatti, Adão Tessaro, Virgilio Balestrin, André Baréa, Sabino De Bastiani, Laurindo Panozzo e Marcelo Scapin.

Cobradores do Hotel – Dir. João Zatti. Aux. Adão Tessaro e André Baréa.

Serventes do Hotel – Dir.  Maria  Baréa.  Aux. Catarina  Cadoná,  Angela  e  Florinda Pasuch,  Santina  e  Angela  Cadoná,  Maria  Cadorin,  Tereza  Testolin, Amabile Balestrin, Regina Turchetto, Amália Donadel, Amelia Turchetto, Dileta Turchetto e Amábile Vazin.

Copa – Dir. Auxilio  Turchetto.  Aux.  João  Cadoná,  Olimpio  Baréa,  Adolfo Menin e  Eugenio Tonin.

Café – Dira. Rosa Panozzo. Aux. Angela Testolin, Catarina Balestrin,  Gema Vanzin  e Donato Menin.

Rodinha – Dir. Alberto Santi. Aux. Silvestri Tonin e João Tonin.

Caixa Secreta – Dir. Modesto Roldo. Aux. Antonio Turchetto e Atilio Pasuch.

Roda da Fortuna – Dir. Francisco Bet. Aux. Severino Pauletti, Anunciada e Terezinha Pasuch e Inês Tessaro.

Churrasco – Dir. Giacomo Vanzin. Aux. Albino Gabriel, Salvador Baréa, Eugênio Pasuch, Abraão Vanzin, Ferdinando e Luiz Donadel, Domigos Cadoná, Arlindo Atolini, Osvaldo Gabriel e João Cadorin.

Cobradores – Giacomo Vanzin e Antonio Valiatti.

Kermesse – Dira. Lidia Panozzo. Aux. Angela Turchetto, Candida e Carmem De Bastiani, Ida Lodi, Domingos De Bastiani e Terezinha Baréa.

Loto ao teu prazer – Dira. Amelia Panozzo. Aux. Rosalia Turchetto, Camon Cadoná, Pedrinha Santi, Oliva Pasuch e Maria Pasuch.

Mercadinho – Dir. José Klos. Aux. Angelo Turchetto. Cicilia Klos e Ana Atolini.

“La cucagna – Dir. José Turchetto. Aux. Silvio Pasuch, Alberto Baréa e Pedro Marin.

 

        Abrilhará a Festa a Banda Santa Cecilia de Nova Padua

               

                         A Comissão convida o povo em Geral

 

 

COMISSÃO                                                                                                    VISTO

 

 

 

 

 

O senhor Francisco Pasuch, estudioso da música sacra em latim, italiano e português, desempenhou a função de maestro nas igrejas de Nova Roma do Sul e Nova Pádua. Num domingo cantava na última missa de Nova Roma do Sul e no domingo seguinte cantava na missa da igreja de Nova Pádua a 13 km de Nova Roma do Sul. Para cantar na missa de Nova Pádua, viajava a cavalo e atravessava o Rio das Antas. Lá pelo ano de 1923, os americanos afixaram um cabo de aço sobre o Rio das Antas com um bondinho (uma gaiola com roldanas sobre o cabo) com capacidade para duas pessoas, a uma altura de cem metros, porque as águas do Rio das Antas se elevavam muitas vezes a tal ponto que  não dava para atravessá-lo. O cabo foi retirado em 2003 quando teve início a hidro-elétrica Castro Alves de Nova Roma do Sul.

Francisco Pasuch foi mencionado no livro Amadas Raízes do Pe. Oscar Bertholdo com as seguintes estrofes:

 NA MINHA TERRA HAVIA SEMPRE UM MOTIVO

nobre para a atuação esperada dos cantores

e lembro aqui a voz barítona e plena

do Francisco Pasuch com sua ampla careca...

  

         Por fim, a família também se notabilizou por ter dado ao clero católico vários religiosos: padres, irmãos e irmãs filiadas a diversos institutos. Os Padres são os irmãos Pauletti, três padres irmãos, Irmão Giovane e Irmão Cezar Pasuch, também Irmã Gema e Irmã Helena Pasuch. (Tornar mais claro o sentido desta  frase).

Casa da Família Pasuch na cidade de Sedico, Província de Belluno, norte da Itália, do início do século ...

 


Continua...
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